A vontade é rainha das nossas facudades, onde ela sinta a sua pssibilidade e queira intervir, nada ha impossível.
No trabalho mental pode imperar a atenção e, pelo menos durante uns instantes, será obedecida; repetida a ordem, reproduzir-se-á a atenção. Pode ordenar o recolhimento mental e afastar as ocasiões de distração. Pode suprimir os vícios que obsessioanam e pode adequar o ideal à altura das possibilidades.
Se ela quer, reflectiremos sobre o que lemos e ouvimos e relacioná-lo-emos entre si ou com o que já sabemos; e repeti-lo-emos até o fixarmos, e tomaremos notas, e faremos resumos e esquemas.
Se ela quer, procuraremos o meio de acharmos interessante o que estudamos, vendo a sua utilidade e necessidade, ou relacionando-o com o nosso ideal. muitas vezes, há-de bastar querermos aprofundar uma matéria para que, aco conhecer algo a seu respeito, logo nos desperte o interesse.
Um dos matemáticos ficou reprovado nos primeiros primeiros exames da aritmética e geometria. Em lugar de desanimar, concebeu o ideal de distinguir-se nessa matéria e fez o firme propósito de consegui-lo. E, com efeito, a sua vontade férrea consegui-o, levando-o a vencer todas as dificuldades e a assombrar os professores e, mais tarde, o mundo.
Portanto, aqui estao algumas dicas de como chegar ao quero eficaz
- Concretizar o que queres. A vontade, tão nobre, não se lança no desconhecido; só se põe em movimento, quando vê de antemão o caminho e o sente possível.
- Sentir essa possibilidade. Esta rainha do nosso psiquismo não se expõe inadvertidamente a um malogro. Se não sente em si essa força muscular requerida para um exercício, não se decidirá a agir. Contentar-se-á com um «quereria», mas não dirá um QUERO eficaz.
- Motivar o seu querer. A vontade é uma faculdade naturalmente inclinada para o bem. Se lhe apresentarmos o estudo ou o trabalho como um bem grande, útil, conveniente, necessário, há-de querê-lo e há-de realizá-lo.
- Querer de forma séria. Decidir, dizer o sim com sinceridade. Quando nos decidimos realmente, sentimos que o que queremos é já uma realidade não actual, mas futura. Deixa-nos a convicção de que o objecto do acto volitivo se há-de realizar. O que, há pouco, era um mero projecto, tem já uma existência assegurada.
A Chave do Êxito
Podemos definir o êxito como a realização progressiva dum ideal, ou a consecução dum objectivo digno. Os nossos ideais ou objectivos podem ser temporais, humanos, limitados (mesmo na sua importância), como por exemplo: escolher uma profissão, conseguir independência económica, formar uma família feliz e contribuir assim para o bem-estar da comunidade. Podem ser também objectivos transcendentes, divinos, eternos: adquerir virtude, a salvação da alma, a felicidade eterna para nós e para os outros.
Portanto, o primeiro passo para a eficiência e o êxito dos nossos empreendimentos:
- Ter um ideal claro e preciso
- Concebe com clareza e precisão o teu ideal
- Associa o teu ideal a outros objectivos que te atraiam
- Compenetra-te da possibilidade do objectivo
- Dá ao teu ideal o colorido e o calor da emoção
- Conserva sempre essa ideia clara e ardente
- Deseja sinceramente o teu ideal
- Executa
- Eficiência no ideal eterno
Triunfar um negócio, numa carreira, em qualquer empresa deste mundo, por importante que seja, significa unicamente um êxito temporal, uma satisfação limitada que deve subordinar-se ao triunfo total, definitivo, eterno. O êxito verdadeiro, que tudo abrasa, é a realização progressiva da nossa perfeição moral, a activação ou desenvolvimento da vida mais nobre que possuímos. Decida sobre si da melhor maneira, desejo êxito verdadeiro a si.
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