Natureza de Jesus Cristo (homem ou deus?)

Ora, sem dúvidas alguma que a identidade de Jesus ocupa um lugar de debate até nos dias que correm e é evidente que Jesus é uma personalidade completamente controvérsia, que segundo o que se constata, me parece que existe um Jesus histórico muito diferente de um Jesus religioso; como também se propõe um outro tipo de Jesus mais metafórico ou sobre-natural, que faz parecer tratar-se de uma combinação de crenças mitológicas puramente politeístas das crenças puramente monoteístas. É mais do que verdade que ao longo da história da humanidade, o homem tem vindo a buscar respostas sobre os mistérios cosmológiscos para explicar a sua origem neste universo que se mostra perfeito em sua arquitectua, o que por sua vez, leva a pensar num Arquitecto Supremo e com um Poder Infinito capaz de gerenciar a infinidade das coisas criadas e distribuídas.

Segundo o que se pensa hoje, em torno da origem do universo onde presume-se que o Big Bang tenha sido a sua causa, e de forma a sustentar ainda mais busca-se explicar de forma mais lógica a causa do big bang ou seja a força necessária para sua explosão. É indiscutível a hipotése e a certeza dela para de forma sublime aceitar a ordenação de um Criador para a efectivação do Big Bang que resultaria na formação e expansão contínua do Universo e de tudo que nele existe de forma tão perfeita, precisa e equilibrada, que corresponde matéria gigante de pesquisa e estudo, tal como fonte de inspiração para os cientístas. É possível hoje saber a idade da Terra, o seu peso, a sua rotação e outros, graças a qualidade da precisão deste universo.

Portanto, isso nos leva a uma questão curiosa: será que Jesus é causador do Big Bang ou é um dos elementos resultante do Big Bang?

Vamos entender a natureza de Jesus Cristo. É possível explicar isso, mas para tal precisamos saber quem ele é, o que ele vinha fazer e onde ele está, assim como precisariamos de entender a sua natureza, se se trata de um Jesus divino ou humano, ou humano-divino.

Acreditar em Deus como um Ser Eterno e Infinito, que só Ele é Criador do Universo e existe desde sempre é muito fácil. Difícil é crer que Jesus existiu antes da fundação de tudo
como defendem os cristãos. De facto, percebemos que os cristãos estão dando tudo por tudo para aprovar a divindade de Jesus. Mesmo que para isso seja necessário negar vilmente algumas regras de pensamento coerente como o famoso mandamento de Deus (Mateus 22:36) nas palavras de Jesus; ora reconhecer ao Senhor como seu Único Deus é coerente. Os cristãos crêem que Jesus é eterno incondicionalmente. Que amou de tal maneira o mundo que enviou-se como cordeiro dele próprio encarnando-se para salvar a humanidade de todos os males. É por isso que penso ser importante descrevermos a natureza de Jesus antes de abordarmos sobre a sua existência antes do mundo, pois isso ajudará a perceber de forma mais fácil o restaste das coisas.

  1. Natureza de Jesus Cristo (Parte I)

Segundo vários pensadores e crentes cristãos, Jesus foi ou é um deus que se fez homem, que tinha duas naturezas simultaneamente divina e humana. Divina porque ele é um deus, humano que se encarnou no corpo de homem, Jesus. Um deus homem, ou seja humano-divino, ao mesmo tempo que era um homem perfeito e um deus perfeito distintamente. Ou por outra, ele era tudo isso. Além disso, afirmam que ele morreu na cruz do calvário tendo ressuscitado no terceiro dia, posteriormente apresentando-se como homem em carne e osso para os seus discípulos. Afirmam que não tinha pecado. Porque como um deus, ele não pode pecar. E assim também se justifica porque não foi gerado de homem, mais dele mesmo. E assim se resume a crença cristã. Me parece tudo muito controvérsio, confuso e incoerente. Facto que até posso dar razão aos pensadores cristãos que conclui – “isso é uma dores de cabeça inexplicável a nossa natureza”. Certo, é de facto uma dores de cabeça e tanto, mas porquê inexplicável? Se Deus criou e apresentou-nos o universo, então o universo se explica e pode ser evidenciado. Tudo aquilo que não se pode pesquisar, questionar, interrogar, para ser estudado, interpretado e explicado, não é para o homem. E Deus que ser reconhecido, adorado, e lembrado pelos homens.

Esta ideologia é típica de Jesus: “E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.” (João 8:32). A verdade não pode ser inexplicável. Portanto, chega de mistérios, vamos aveguar a natureza de Jesus para entendermos na verdade qual é a verdade sobre ele.

De acordo com a interpretação cristã só Jesus foi directamente gerado de Deus, o que lhe torna especialmente um deus filho da mesma essência que deus pai. Uma vez que Jesus não foi gerado por nenhum homem (macho e fêmea) isso lhe deu o direito de ser considerado devino, e como consequência não herdou o pecado de Adão passado a toda humanidade como também não herdou a condenação pelo pecado cometido por Adão. Ele era um homem puro, completamente imaculado e que não podia em nenhum momento fazer coisas pecaminosas, pois acima de tudo ele Jesus era um deus todo poderoso, pois do contrário estaria pondo em risco sua reputação eterna e a sua palavra como deus puro que não erra em nenhum momento. O que pensariam os cristãos se deus pecasse?

Entretanto, Como nascemos?

Não há dúvidas sobre como nascemos e como nascem as pessoas, e não pretendo abordar essa questão que é de domínio comum, o que pretendo fazer é explicar o processo que ocorre além do que já conhecemos, por isso vale levantar uma questão: como é que um homem nasce vivo (com vida)? Isso porque existem dois processos conectados, sendo a primeira a formação física do homem enquanto no útero da mãe, e o segundo o depósito do espírito no corpo após a sua formação como homem completo para animá-lo, e torná-lo num ser vivente (alma vivente).

É óbvio que a função da mãe é de suportar 9 meses de gestação, não cabendo a ela a garantia de fazer nascer vivo ou morto o seu bebé, como também não cabe ao assistente do parto. Neste caso, a quem cabe? A Deus? Você concorda? Se não concorda, deixe um comentário para analisarmos juntos, e se sim, vamos continuar.

Se o comando de se nascer vivo ou morto está com Deus, faz-nos perceber a intervenção divina necessária no processo de formação do homem para garantir a vida, pois só a formação física não basta, há mais algo importante que sem ela, o homem nasceria morto. Falo do espírito de Deus que é depositado dentro do útero da mãe, sobre o corpo em formação. Vamos parar um pouco, pensar e relacionar com alguns incidêntes.

O que nos lembra o espírito de Deus? Conforme relata a Bíblia em Lucas 1:35, sobre o nascimento de Jesus, encontramos algo similar:

“E, respondendo o anjo, disse-lhe: Descerá sobre ti o Espírito Santo, e a virtude do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra; por isso também o Santo, que de ti há de nascer, será chamado Filho de Deus.”

Todos nascem através do Espírito Santo

“Jesus, porém, disse: Deixai os meninos, e não os estorveis de vir a mim; porque dos tais é o reino dos céus.” (Mateus 19:14)

A evidência de que as crianças são inocentes e merecedoras de paraíso é indiscutível. Segundo a Bíblia esta inocência é assegurada também por Jesus. A questão é, porquê são elas inocentes? Porque elas possue um espírito santo, e elas tem qualidades santas, que agradam a Deus enquanto inocentes. Está fase de inocência começa no útero da mãe e termina quando a criança desenvolve capacidade de escolher de forma consciente e livre entre o certo e o errado, pelo que ao errar perde este previlêgio de ser santo, mas o espírito ainda está lá.

A natureza desse espírito em questão é qualitativa quanto a inocência, significando que o sentido de santo referido aqui é comportamental, sendo que existem dois lados, um da santidade e o outro da maldade. É por isso que a uma individuo com características benéficas e santas, dizemos que tem uma inclinação ao bem, ou seja tem espírito santo; e aos indivíduos com características maléficas e málignas, dizemos que tem uma inclinação ao mal, ou seja tem espírito mau. Tudo é comportamental. Veja na Bíblia um exemplo disso exactamente sobre a característica comportamental de Jesus:

“Porque será grande diante do Senhor, e não beberá vinho, nem bebida forte, e será cheio do Espírito Santo, já desde o ventre de sua mãe.” (Lucas 1:15)

Continuar a ler…