Durante décadas, os cristãos sofreram diversas influências culturais, sociais e religiosas em todo o mundo. Essas influências provocaram, no seio do cristianismo, uma perda considerável dos valores originais, dos princípios, da doutrina e dos conceitos fundamentais da fé ortodoxa. Os primeiros cristãos podem ser classificados em dois tipos: os judeus-cristãos, que acreditavam no evangelho de Jesus e na lei de Moisés, e os cristãos-gentios, que acreditavam nas palavras de Paulo.
Mais adiante, a história relata outros grupos que penetraram profundamente não só na essência da crença cristã, mas ao ponto de alterar seus conceitos básicos, tornando-os mais complexos e de difícil percepção e entendimento.
Imagine um sistema religioso que não possui uma forma sofisticada de conservação dos seus valores religiosos, ao ponto de ficar à mercê da evolução das pessoas, dos grupos e da cultura de diversos povos. Foi isso que aconteceu com o cristianismo: séculos após séculos sofrendo ajustes e modificações naquilo que deveria permanecer inalterável. Mil anos depois, o cristianismo contemporâneo é completamente diferente do cristianismo de dez séculos atrás.
Assim, aquilo que hoje se acredita como certo dentro dessa religião é, acima de tudo, questionado por outros cristãos, ao ponto de ninguém saber claramente o que é correctamente verdadeiro.
Por isso, para mim, o cristianismo torna-se necessariamente dependente de uma nova salvação, de uma nova revelação divina, de um novo Jesus e de um novo sistema religioso que possa posicionar-se como corretor da fé e dos conceitos fundamentais — uma espécie de antídoto para reparar os erros, uma espécie de hacker para limpar a estrutura da fé de códigos malignos. Esse seria o Islão.
São muitas as questões que precisam ser feitas e esclarecidas. Trago aqui algumas delas:
1. Das tantas seitas, igrejas e camadas no cristianismo, qual é a principal, a mais correta ou a mãe das igrejas, que se possa aceitar como central, ponto de divergência ou epicentro?
2. Se Jesus era judeu, por que cristianismo e não judaísmo como religião?
3. Qual é a pura identidade de Jesus?
4. Numa única palavra, como se classificaria Jesus: filho, pai, profeta, criador ou Deus?
5. Como é que Jesus nasceu milagrosamente e surge um José que recebe o comando de um anjo para dizer que Jesus (bebé) é seu filho?
6. Como isso produz prova em relação ao milagre?
7. Se Deus criou Jesus, como Jesus é o criador?
8. Se Adão foi criado do pó da terra, por que tinha de viver no Paraíso (noutra terra)?
9. Se Adão e Eva foram os que introduziram o pecado na terra, como pecaram, se não existia o pecado na terra? E como e por que o diabo entrou ou estava na terra?
10. Se a Bíblia promove a sabedoria e a justiça, por que Ismael não é considerado filho da promessa, sendo o mais velho, apesar de ser filho da escrava? Por que perdeu esse direito?
11. Se a Bíblia é sagrada e fala sobre tudo do futuro, por que na Bíblia não consta a palavra “Bíblia”?
Continua…


