Num momento de vanglória, a vanglória acabou
Todo aquele eu do tipo fazido desvaneceu
Por um momento qualquer toda alma se silenciou
Como se o Dia do Juízo tivesse descido do céu
Quem não descobriu não descobrirá jamais
Que na realidade somos como um computador
Uma força de energia fluindo e nada mais
Desligável, como um ponto ligado a um comutador
Naquele dia e no dia d´Aquele Dia
Quem não aprendeu não aprenderá mais
Que aquele dia de ciclone IDAI, podia
Ser o dia d´Aquele Dia das fileiras
Quem não chorou por sua vida
Não se importa em um dia ser…
Há quem chorou por outra vida
Esse sabe o que é criar para perder
Conquistar para não aproveitar
Construir para destruir
Ter filhos para não cuidar
Acumular riquezas para não usufruir
Ter vida para não viver
Idealizar sonhos para não ver
Investir avultadas somas em dinheiro
Num futuro que se está a perder o cheiro
Quem não lamentou de tanta avidez
Das chapas que cantavam ventanês
E com suas algazarras ameaçando
As novas vidas miúdas, seu legado?
E graças a Deus o sol amanheceu o dia
Lágrimas húmidas choravam de memória
Ao mesmo tempo que choravam pelas graças
E Deus sabe como puxar orelhas, as Suas criaturas.


