O Trilho do Colono

Vamos alimentar os nossos patos marrecos
Que fizeram aqueles homens ricos
Todos os dias marcados com farelo
Para que possam nos fazer ricos
Nesta capoeira onde eu sempre fico
E o lixo que sobra da mansão construída
Com os nossos lucros do gás e petróleo
Cai na porta da palhota destruída
Para levar de graça o nosso óleo
Que fomos oferecidos pelo nosso Criador
Que vos assiste quando vocês matam a fome
Por vezes a tiro e catana
Para levar os sacos de esperma
Para matar a vossa fome.

Vamos proteger as crianças que aguentam
Correr antes de nascer e ver o dia
Quente com a Bala no seu olho
Para furar mais uma menina
E deitar nela o molho
Que depois humedece
Aquela parte que não vos merece
Porque ela não vos pertence.
Vamos libertar a vossa mente secreta
Carregada do odio que vos aparece
Nos olhos que transmitem a tristeza
Para o Pai do Zezinho marginalizado
Mas foi antes o vosso empregado
Encontrado na rua assassinado.

Vamos alimentar os nossos homens
Com as balas de titânio
Roubado na casa do senhor pastor
Do gado que vocês roubaram a nos
Para depois nos Fazer vossos empregados.

Ate quando?
Seremos escravizados
Sem liberdade sempre perseguidos
Para sermos como sempre roubados
A nossa cultura e castigados
E ver nossos irmãos sacrificados
Nossos dirigentes manipulados
Para depois perseguidos e condenados!!!

Daday Sande
09.11.2020