Origem da Informática (Parte II)

A Segunda Geração de Computadores a caminho da era digital

A denominada segunda geração de computadores surgiu no ano de 1959 com a substituição das válvulas pelos transístores e díodos. A utilização dos novos componentes para a construção destas máquinas tornou-as menos volumosas, reduziu os problemas relacionados com o aquecimento e permitiu uma maior rapidez de execução.

Os componentes da segunda geração possuíam ainda a vantagem de serem mais baratos, terem mais memoria e uma maior fiabilidade, devido ao aparecimento das memorias de ferrites e circuitos impressos.

A fiabilidade é a capacidade de não avariar e executar com êxito todo o processamento. Uma outra particularidade dos computadores da segunda geração era a capacidade de permitirem, em simultâneo, o processamento de calculo e a entrada ou saída de resultados, em consequência dos avanços tecnológicos e de programação.

Para finalizar, refira-se que os computadores produzidos nesta fase eram programados em linguagem simbólica e que passou a utilizar-se fita magnética como suporte de informação.

O Philco 2000, IBM 7000 e o UNIVAC III foram alguns dos modelos produzidos e comercializados nesta época.

Mesmo considerando que a passagem da primeira para a segunda geração foi extremamente importante, temos de considerar que a passagem da segunda para terceira foi bastante mais. Assim, o aparecimento dos circuitos integrados (dimensões muito reduzidas e com grande capacidade) fizeram com que o tamanho dos equipamentos voltasse a ser reduzido, desta vez para tamanhos significativamente menores.

Os computadores pertencentes a esta geração viram aumentadas, de um modo significativo, a sua velocidade, a sua capacidade de memória, bem como a sua versatilidade e fiabilidade.

Também no domínio das técnicas de programação se verificou um acentuado desenvolvimento, o que era imprescindível face às novas potencialidades dos equipamentos, tendo-se desenvolvido os sistemas de multiprogramação destinados à realização simultânea de várias tarefas.

A comunicação de dados à distância foi outro facto digno de realce nesta geração, que se estendeu desde meados da década de 60 até ao início da década de 70. Por outro lado, com a generalização do uso da informática, e o seu uso por um número cada vez maior de utilizadores, a compatibilidade dos sistemas tornou-se preocupação dominante. É assim que vemos surgir os chamados computadores compatíveis.

No início da década 70, surgiu a quarta geração que se caracterizou fundamentalmente por uma maior escala de integração de circuitos electrónicos do computador. É o aparecimento dos circuitos miniaturizados e das memorias de agulhas magnéticas, representando uma melhoria na respectiva tecnologia de construção. São os avanços da micro electrónica em benefício da informática, o que fez com que os computadores se tornassem mais pequenos e simultaneamente mais potentes.

A micro programação surgiu orientada para responder as necessidades dos utilizadores. No início da década de 80 surgiu a microinformática, que levou a generalização do computador ao publico em geral.

Há quem considere que, com a entrada da década de 90, se deu início a quinta geração de computadores. Esta, a geração do futuro, também chamada de a geração de inteligência artificial, caracteriza-se pela auto programação. Ou seja, procura-se que o computador seja capaz de decidir sozinho, procurando dotá-lo com estruturas de raciocínio semelhantes às do homem.

A informática na sociedade actual

A utilização dos computadores está hoje generalizada a todos os sectores de actividade, permitindo que possamos tirar partido das suas potencialidades, independentemente da área em que exercemos a nossa actividade.

Assim, existem programas de informática ligados a áreas tão diversas como gestão, actividades bancarias, seguradoras e comerciais, indústria, ensino, navegação aérea, tráfego rodoviário e ferroviário e tantos outros.

Mas, nem sempre foi assim. Há décadas atras, os computadores existentes eram muito diferentes dos actuais e, como tal, não respondiam às necessidades que já então existiam. Houve, pois, necessidade de percorrer um longo caminho, como já foi referido no ponto anterior, até chegar ao actual estado de desenvolvimento da informática.

Os computadores passaram a ser indispensáveis em qualquer circunstância das nossas vidas, podemos começar por referir que os escritórios, onde, de um modo geral e independentemente do ramo, de actividade, se manipulam ficheiros de clientes e fornecedores, se procede ao controlo de stocks e à facturação. Tudo isso se faz com o recurso à informática o que é muito incrível.

Também nas companhias de seguros a informatização é importante, nomeadamente no controlo de pagamentos e de sinistros, emissão de documentos e facturação. Nos bancos idem, o processamento das operações nos balcões e a gestão das contas são feitas por sistemas informáticos. Também as operações de transferências, pagamentos, depósitos e outras são feitas pelos mesmos meios. De igual modo, as máquinas vulgarmente designadas por Multibanco, onde se efectuam praticamente todas as operações bancarias são fruto da informatização.

As forcas armadas de todo o mundo, nomeadamente as mais evoluídas, possuem sistemas de suporte informático para sectores tao diversos como aviação, a gestão de pessoas, as comunicações, a gestão de stocks e outros. Os navios de guerra possuem sofisticados sistemas informatizados de apoio a navegação e a capacidade de fogo. Nos exércitos, as comunicações e os equipamentos de combate contam com um o precioso auxílio da informática.

O ensino e a formação profissional beneficiam muito com a informática, para a aprendizagem em geral, e para o desenvolvimento de projectos, simulações, desenho e outros, em particular. No ensino à distância ela é muito imprescindível.

Podemos ainda destacar o seu uso nas unidades hospitalares, onde tem uma grande importância nos meios de diagnostico, nas investigações, na cirurgia e no controlo de registos de urgências e de consultas, e tantas outras.

No mundo que estamos e do jeito que está, já não se pode imaginar se quer, o mesmo sem a informática com recurso. O que seria deste mundo? O que você acha?

Fontes: Enginheiro Samir Ossumani e Obras de José Loureiro/Filomeno Silva