Alcorão 2 : 135-136
“Disseram: Sede judeus ou cristãos, que estareis bem iluminados. Responde-lhes: Qual! Seguimos o credo de Abraão, o monoteísta, que jamais se contou entre os idólatras. Dizei: Cremos em Allah, no que nos tem sido revelado, no que foi revelado a Abraão, a Ismael, a Isaac, a Jacó e às tribos; no que foi concedido a Moisés e a Jesus e no que foi dado aos profetas por seu Senhor; não fazemos distinção alguma entre eles, e a Ele nos submetemos.“
É certo que o Islam é defensor de um sistema universal trascendente no tempo, como também é certo que suas teses são seguramente firmes, provendo detalhes quanto as crenças subjacentes a este futuro, e que conta de maneira ampla sobre quem foram os Patriárcas e o que eles defendiam ao longo dos tempos.
Não é uma religião de se ignorar, não só pelo facto de transpor e desafiar intelectos mas porque desmentindo, desvenda assuntos que fora considerados mistérios ou que foram pelos doutores tomadas como herésias por forma a abulir e extinguir a Luz e a religião de Deus.
O Islam é como bálsamo para os leigos e solução para os que procuram a verdade. É suficiente destacar essa religião pelo simples facto de ser a única a defender de forma vigorosa a universalidade de uma religião, e ao afirmar que Abraão, Ismail, Isac, Jacob, José, Moises e as tribos praticavam uma única religião – além disso fazer mais sentido ela é por si intuitivo e motivador, por ligar os nossos valores religiosos a valores religiosos dos patriárcas. Pertencemos ao mesmo estilo de vida – a da submissão (Islam).
É também mais que verdade que não faz sentido algum, pregar um Jesus com práticas não semelhantes a Abraão, a Isac, a Jacob, a José, a Moisés, a Arão, a David, a Salomão, a João Batista e a muitos outros.
Uma religião que de forma ávida promove a separação entre essas personalidades (que ganharam distanta honra e prestígio diante de Deus), para separá-lo um do outro, e diferenciá-los, tornar uns melhor do que os outros, ou inferiorizar muitos e elevar alguns, essa religião não pode ser de Deus. Não é estilo de Deus, inferiorizar seus escolhidos predilectos. É justo que haja moderação quando nos dirigirmos a essas personalidades.
O Islam defente a união e não a separação, a preservação e continuação do legado. Defende o respeito aos patriárcas e seus feitos. Para o Islam todos são grandes personalidades universais e foram muçulmanos.
Mas vamos então de analisar um nosso segundo critério para validação de uma religião.
CRITÉRIO 2: A Religião dos Patriárcas
Claro que os patriárcas foram personalidades que defenderam o mesmo interesse dentro de um sistema universal, mais digno, escolhido e prescrito por Deus. Encontramos o estilo divino quando pretende ligar/unir ou demonstrar a continuidade de uma religião entre nações quando diz:
Bíblia:
“…Eu sou o Deus de teu pai, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque, e o Deus de Jacó. E Moisés encobriu o seu rosto, porque temeu olhar para Deus.” (Êxodo 3:6)
O que quer dizer que o mesmo Deus apresenta a Moisés a mesma religião apresentada a Abraão, Isaque, e Jacó. É uma continuação do legado eterno conforme a Bíblia:
“E estabelecerei a minha aliança entre mim e ti e a tua descendência depois de ti em suas gerações, por aliança perpétua, para te ser a ti por Deus, e à tua descendência depois de ti.” (Génesis 17:7)
Este pacto ou aliança feita entre Deus e Abraão, é eterna e bem estabelecida, o que significa que nada poderá obstruir a existência dessa aliança, porque é responsabilidade de Deus, proteger seu pacto, e Deus não falha com sua promessa. Razão pela qual, somente Deus é mais digno de informar-nos sobre a verdadeira religião.
No Alcorão 2:140, Deus segue a mesma lógica, e dessa vez questionando aos cristão e judeus:
“Podeis acaso, afirmar que Abraão, Ismael, Isaac, Jacó e as tribos eram judeus ou cristãos? Dize: Acaso, sois mais sábios do que Allah o é? Haverá alguém mais injusto do que aquele que oculta um testemunho recebido de Allah? Sabei que Allah não está desatento a quanto fazeis.”
Consta no Alcorão 3:19-20:
“Para Allah a religião é o Islam. E os adeptos do Livro só discordaram por inveja, depois que a verdade lhes foi revelada. Porém, quem nega os versículos de Allah, saiba que Allah é Destro em ajustar contas.
E se eles discutirem contigo (ó Mohammad), dize-lhes: Submeto-me a Allah, assim como aqueles que me seguem! Pergunta aos adeptos do Livro e aos iletrados: Tornar-vos-eis muçulmanos? Se se tornarem, encaminhar-se-ão; se negarem, sabe que a ti só compete a proclamação da Mensagem. E Allah é observador dos Seus servos.”
É de salientar que em algum momento isso pode criar um certo desgosto em particular àquela pessoa que é insensível a uma verdade, mas no fim quem sairá a ganhar é a própria pessoa. A sensação de descobrir a verdade e de começar a viver dentro de uma verdade é a liberdade proveniente do conhecimento – a força e o poder do conhecimento. O conhecimento verdadeiro tem a força e o poder de libertar do cativeiro mental e emocional a qualquer um.
Não podemos nos deixar levar, pela família, enquanto o Criador da família ordena diferente. Ou então deixar-nos levar por qualquer tipo de sentimento, enquanto não trará benefícios depois da morte, na sepultura e nem no dia do Juízo Final, facto esse que faz ser necessário fazer uma análise mais profunda sobre a actual crença e que está, começar a olhar diferente para enxergar a Luz de forma nítida.
Olhar para o sol, dói, mas as lágrimas que saem, lavam as vistas.
Fique atento a nota a seguir..


